8/27/14

Minha visão sobre o livro “Diante da dor dos outros” de Susan Santag

ARTIGO

Imagens do sofrimento são apresentadas diariamente pelos meios de comunicação. Graças à televisão e ao computador, imagens de desgraças se tornaram uma espécie de lugar-comum. Um exemplo diário dessa barbárie contra os sentimentos e a vida humana esta nas telas nos telejornais policiais, enquanto repórteres narram as fatalidades como assassinatos, atropelamentos, acidentes com vitimais fatais, etc., lá estão os curiosos, principalmente crianças, posicionadas  ao fundo da imagem (enquanto o repórter narra aquela cena fatídica), fazem gracinhas desprezado totalmente o sentimento de compaixão coma dor do próximo, ou melhor, cultivando uma postura “sangue de barata”, como se aquele acontecido fora uma cena comum no seu cotidiano. De fato o é! A onda de violência urbana  é  alarmante, talvez isso explique tanta convivência com cenas difíceis de digerir. Estamos sendo metralhados com imagens horripilantes e para nós isso parece absurdamente normal. Seria o Final dos tempos? ou a simples banalização da vida?
A resposta a estas e a outras indagações são levantadas em Ensaios sobre a fotografia, publicado no Brasil no começo dos anos 1980, onde a fotografa Susan Sontag abordou o tema que até hoje se discute. O ensaio mostra os horrores das guerras através dos tempos (desde As desgraças da guerra, de Francisco de Goya (1746-1828), até fotos da Guerra Civil Americana, da Primeira Guerra Mundial, da Guerra Civil Espanhola, dos campos nazistas de extermínio durante a Segunda Guerra, além de imagens contemporâneas de Serra Leoa, Ruanda, Israel, Palestina e de Nova York no 11 de setembro de 2001.)
Ao me debruçar sobre o livro tive uma percepção clara que a absorção dessas imagens, o efeito que eles produzem em nós expectadores, depende única e exclusivamente da forma como nós vemos o mundo. Se com o olhar da compaixão ou da indiferença.
Uma interessante análise sobre o livro de Susan, feita por alunos de jornalismo,  esta no vídeo abaixo:




Artigo por Uerbet Santos