8/07/21

Olimpíadas: Brasil vence a Espanha na prorrogação com gol de Malcom e é bicampeão


O Brasil é bicampeão olímpico no futebol masculino. 



Jogando no Estádio Internacional de Yokohama, a 'casa do futebol brasileiro' no Japão, a seleção olímpica bateu a Espanha por 2 a 1 na prorrogação com gol decisivo de Malcom e conquistou a medalha de ouro na Olimpíada de Tóquio.

Superada na decisão, a Fúria ficou com a prata, e o bronze da modalidade ficou com o México. Os gols brasileiros foram marcados por Matheus Cunha e Malcom. Oyarzabal fez o espanhol.


Da redação 
Foto/montagem: SporTV

Atleta do Flamengo, Isaquias Queiroz é ouro na canoagem de velocidade

Baiano venceu prova do C1 1000 m na Olimpíada de Tóquio



Isaquias Queiroz fez história na noite desta sexta-feira (6) no Canal Sea Forest. O baiano faturou a medalha de ouro na prova do C1 1000 metros (m) da canoagem de velocidade na Olimpíada de Tóquio (Japão).

4min04s408. O chinês Hao Liu ficou com a medalha de prata com 4min05s724. O bronze foi para Serghei Tarnovschi, da República da Moldavia, com o tempo de 4min06s069.

Essa é a 4ª medalha do atleta baiano na história das Olimpíadas. Nos Jogos de 2016 (Rio de Janeiro), ele já havia faturado duas pratas, no C1 1000 m e no C2 1000 m, e o bronze no C1 200 m. 

Agora o baiano se iguala ao líbero Serginho e ao nadador Gustavo Borges, dupla que também tem quatro medalhas olímpicas na carreira.

Confira os momentos finais da vitória dourada na canoagem de Isaquias Queiroz 


Da redação
Foto/Video : Reprodução SporTV

É OOOUROOOO!

Hebert Conceição aplica nocaute salvador espetacular no 3º round e vence medalha de ouro de forma épica no boxe 

8/02/21

ARTIGO – Nauro Machado: a Nau e o Machado da poesia maranhense



Se vivo fora, o poeta Nauro Machado completaria, nesta segunda-feira (2/8), 86 anos. O poeta morreu em 28 de novembro de 2015, após realizar uma cirurgia no intestino, mas sua poesia continua latente, densa, tirando a machadadas, lascas da alma humana e do seu eu com sua visão poética, critica e questionadora do mundo.








No acervo da sua nau, navegam 37 livros publicados., ora na calmaria do seu lirismo, ora no mar revolto dos seus aforismas em sonetos que revelam no horizonte do seu pensar, o amargo tom crepuscular dos poetas malditos.

Entre suas publicações, destaques para “A Travessia do Ródano” (1997); “Túnica de Ecos” (1999); “Jardim de Infância” (2000); “Nau de Urano” (2002); e “A Rocha e Rosca" (2003). O livro de 2002 é também uma antologia que reúne mais de 800 sonetos.

De acordo com o então presidente da Academia Maranhense de Letras Benedito Buzar, Nauro relutava em ser um imortal da Academia. A última dessas recusas de Nauro, foi para ocupar a cadeira pertencente ao poeta José Chagas. 

Essa aversão a imortalidade é reflexo de como o escritor tratava a morte, enquanto tema de sua poética. Para ele, sua poesia era imortal, ele não.

No poema Fim de linha”, publicado no livro intitulado “Opus da Agonia”, em 1986, pela editora Record-Ricarte (RJ), deixa claro sua relação consciente com a morte:


“Eu quisera morrer eternamente,

sentindo o sopro de invisível vento.

Viver o mundo na palavra ausente.

Morrer na eternidade o seu momento".


*Confira no final do artigo o poema “Fim de Linha”, na Íntegra.


Segundo o amigo de décadas, o também poeta José Maria do Nascimento, Nauro tratava a morte com humor no seu dia a dia e isso refletia na tranquilidade e leveza com que ele abordava essa temática na sua obra.

“Quando eu morava em Recife, Nauro foi me visitar. Pegamos o elevador, eu morava no nono andar, e quando chegamos no meu apartamento ele olhou para a janela e disse que ela era ideal para um suicídio (risos)”, disse.



Na visão do pesquisador maranhense e membro da Associação Nacional de Escritores, Antônio Lisboa Carvalho de Miranda, alguns trechos do livro “A Rocha e a Rosca” (2003), deixam latentes a reflexão metafísica do poeta [Nauro Machado] acerca da consciência da morte. Uma espécie de digressão sobre a morte anunciada, num tom pessimista: "de uma alma que é enfim ninguém" (p. 33).

Antônio Miranda relata ainda que o poeta não se detém da confissão mais áspera: "Vendo um morto, eu me vejo!" (p. 37).



Nesta segunda (2 ),é celebrado  o nascimento de Nauro Machado. Cá estivesse, talvez não ficasse eufórico com as festividades em seu entorno. Essa amarga alegoria, está presente no poema “Aniversário”, que integra o livro “Canções de roda nos pés da noite”, de 2016, uma coletânea de poemas infantis, onde o poeta demostra a falta de alegria e a solidão nos finais das festas de aniversário.

“Nenhuma alegria resta
ou sequer nenhuma queixa:
estou sozinho na festa
onde ninguém mais festeja.

Nada espero de ninguém,
pois nada me faltará:
já abri a porta e disse amém
para a infância que é o meu lar.

Do silencio como um rato
roedor dos próprios restos,
nenhuma vida mais resta
no vazio desses quartos.

Sequer a luz pelas frestas
das suas cegas vidraças
acende as velas sem festa
na tranca escura das traças“.

Esse sentimento de vazio pela falta da alegria na festa, descrito por Nauro, remete a elegância filosófica de um dos heterônimos de Fernando Pessoa (Álvaro Campos), presente no poema “No tempo em que festejavam o dia dos meus anos”, quando o poeta português, em contraponto ao poema de Nauro, tira da algibeira uma felicidade presente da sua infância, mas ausente na sua vida adulta:

“No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu era feliz e ninguém estava morto.

Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,

E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer”.


Confira aqui o vídeo com a integra do poema de Fernando Pessoa!




Ao navegarmos pela vida e obra de Nauro Machado, nos deparamos com seus delírios poéticos que retratam bem sua inquietude ao mirar-se no espelho do seu eu. 

Dono de um lirismo vigoroso, Nauro é atento observador do espetáculo do mundo. 

E, como todo bom poeta, não se deixa enredar nas cordas da ilusão. Quem sabe por isso, o poeta e ensaísta Ricardo Leão entenda que na obra singular desse maranhense existem "traços de reflexão existencial angustiada e violenta que encontra poucas comparações na lírica de língua portuguesa".

Essa reflexão existencial de Nauro está presente, figurada nas ladainhas, no poema “Prece à Boca da Minh'Alma", do livro “Eterno Indeferido” (1971), onde ele expõe a metamorfose da alma.


“Não te transformes em bicho,
ó forma incorpórea minha,
só porque animal capricho
perdeu o humano que eu tinha.

Guarda, do animal, o alheio
esquecimento. E somente.
Mas lembra aquele outro seio
que te nutriu a boca e a mente.

E recorda, sobretudo,
que não babas ou engatinhas,
a não ser quando te escuto
pelos becos, dentre as vinhas.

Vive como um homem morre:
em solidão e na esperança.
guardando a fé que socorre
em mim, sem velho, a criança.

Mas não te tornes em bicho,
nem percas o ser humano,
só porque a tara (ou o capricho)
deu-me este existir insano”.



No universo “Nauroniano”, a busca por respostas é uma constante. Seu clamor poético é inebriado por trocas de posturas, que desembocam em um emaranhado de verdades que sempre são ditas nas  linhas e entrelinhas dos seus sonetos. 

Ele parece fazer um tratado comercial consigo e com todos os entes que o cercam. Tal desconstrução narrativa, é nítida no poema “Balança Comercial”, do livro “O Signo das Tetas” (1984).


“Troco sóis pelas naus,
os sãos pelos loucos troco,
na embriaguez com que soco
minha fúria no meu caos.

Tudo é uma questão de troca:
noves fora, restam nove,
até que outro alguém nos prove
que Deus é um dente sem broca,

que Deus é um maxilar
independente do alvéolo
tal como independente é o
ser do seu próprio estar.

Onde estamos não nos cabe,
onde estamos não comporta
a nossa alma que é uma morta
que do corpo nada sabe.

Ó desejo para fora
a romper-nos desde o dentro!
Ah, sairmos do nosso centro
para sempre e desde agora!

Abandonarmos casca e ovo,
abandonarmos a casca,
é um desejo que nos lasca
para quebrar-nos de novo.

Sermos gema, sem ser clara!
Sermos o Ser que É, não o que é
uma coisa chã e qualquer
nesta cara, a mesma cara!

Termos olhos, que são dois,
termos olhos, só dois a esmo:
troco tudo por uns bois
e até a alma comigo mesmo!

Troco tudo, como troco,
se trocar eu me pudera,
esta verdade quimera
do sonho com que me soco”.


Nauro e sua Obra

Autodidata em artes e filosofia, Nauro Machado se dedicou à poesia de questionamento sobre a essência do ser humano e seu destino, sua produção revelou lirismo e reflexões existenciais de elementos em sua volta. 

Já teve obras traduzidas para o inglês, francês e alemão e recebeu vários prêmios, inclusive da Academia Brasileira de Letras e da União Brasileira de Escritores. Recebeu ainda o título honorífico Doutor Honoris Causa, da Universidade Federal do Maranhão-UFMA.


A boêmia é parte do quotidiano de Nauro, como de muitos de nossos poetas. Na realidade ela faz parte de uma angústia, de sua necessidade do divino — como revela no título do seu último livro publicado em vida, “O Baldio som de Deus”. A busca por Deus é uma constante que atravessa sua obra.

O livro foi lançado no dia 25 de setembro de 2015, na casa onde ele morou cerca de 30 anos, na Rua dos Prazeres, no centro da cidade. 

Na obra, o poeta maranhense traz 240 poemas ilustrados por desenhos de João Sanches e falam sobre a solidão e a morte; a cidade, o povo pobre e a multiplicidade de Zeus.

Durante o lançamento, em entrevista ao O Estado, o poeta comentou que o livro (O baldio som de Deus) seria o último que lançaria em vida e revelou que  tinha cinco livros inéditos - um deles com mais de 5 mil versos escritos. 

“Aos 80 anos, eu prefiro ficar recluso na solidão que sempre amei e a quem há muitos anos chamo de mãe. Estas obras inéditas, depois que eu morrer, talvez alguém se interesse e lance”, Declarou Nauro.



Para a esposa, Arlete Nogueira da Cruz, e seu filho, Frederico Machado,Nauro Machado espalhou na terra uma vida de significados e isso sim, é a eternidade”.



*FIM DE LINHA

Desdobrando o cadáver que me abjeta

do nascimento à podre morte minha,

linha sem reta, pois que dupla reta

me faz e refaz de uma mesma linha,



tomando após a forma de uma ausência

feita e acrescida dos meus próprios braços,

fazer-me posso em lúcida demência,

cérebro enfim do tempo e dos espaços.



Fazer-me posso na amêndoa em trevo

da hora pública em que sou levado

e em que a dizer-me tanto ainda devo

para alcançar-me, longe do meu nado:



"eu quisera morrer eternamente,

sentindo o sopro de invisível vento.

Viver o mundo na palavra ausente.

Morrer na eternidade o seu momento."




Por Uerbet Santos

Foto: Divulgação/Internet







8/01/21

LBF 2021 - Em jogo decidido no segundo final, KTO/Blumenau leva a melhor contra o Sampaio Basquete e abre 1 a 0 na semifinal melhor de três

Jogando em casa na noite deste sábado (31), o KTO/Blumenau venceu o Sampaio Basquete por 65 a 63 e saiu na frente na série semifinal da LBF 2021. 



O triunfo no ginásio Galegão, em Blumenau (SC) foi o primeiro da equipe em semifinais na história da LBF e a primeira vez que vence o Sampaio Basquete em dez confrontos.

E o principal destaque do jogo foi Cacá. A armadora foi a cestinha da noite – ao lado de Gil, do Sampaio -, com 17 pontos, mas também teve 8 assistências, 6 rebotes, 4 roubos de bola e 26 de eficiência para levar o troféu GOL Linhas Aéreas de Melhor Jogadora da Partida.

Outros nomes do jogo foram Vitória Marcelino, com 13 pontos para o time local; Tati Pacheco, com 13 pontos e 8 rebotes para o Sampaio; e Débora Costa, que esteve muito próxima de um triplo-duplo, com 11 pontos, 9 rebotes e 9 assistências.

Parciais
KTO/Blumenau x Sampaio Basquete
1ºQ 18 X 22
2ºQ 15 X 13
3ºQ 20 X 17
4ºQ 12 X 11

Próximo jogo
No próximo domingo (8), a série vai para São Luís, onde os times jogam no ginásio Costa Rodrigues às 14 horas, com transmissão ao vivo da TV Cultura e Raio X da psrtida neste canal.

Outra Semi
Já neste domingo (1), Vera Cruz Campinas e Ituano Basquete abrem a outra semifinal em Campinas, às 14 horas, com transmissão ao vivo da TV Cultura.

Da redação 
Foto: Vitor Bett/KTO Blumenau
Fonte; LBF