1/17/18

Com jogo coletivo, na defesa e no ataque, Sampaio estreia e vence na LBF 2018


A norte-americana Briahanna Jackson dá show em quadra e a torcida maranhense aplaude sua atuação




Nem a boa atuação da armadora cubana Casanova (foto), cestinha da partida com 26 pontos, 6 assistências e 3 rebotes, foi o suficiente para a Uninassau de Pernambuco superar o Sampaio Basquete,  na primeira rodada da edição 2018 da Liga de Basquete Feminino (LBF). Os donos da casa venceram as pernambucanas na noite desta terça-feira  (16),no Ginásio Castelinho, pelo placar de 87 a 73 



Foto: Paulo de Tarso / Sampaio Basquete

Um dos destaques da partida foi a armadora norte-americana Briahanna Jackson (foto) que fez uma estreia de gala, travou e venceu um duelo à parte, com a adversária Casanova. Dos 15 pontos que a nova atleta do Sampaio converteu, 9 foram em arremessos de 3 pontos.



Foto: Paulo de Tarso / Sampaio Basquete


Sua atuação, com dribles e cestas desconcertantes, no melhor estilo da liga profissional de basquete feminino dos Estados Unidos (WNBA), levaram a torcida tricolor ao "delírio". Ela foi decisiva na construção do vitória do time maranhense.




Foto: Paulo de Tarso / Sampaio Basquete


A número 23 do Sampaio, foi  ainda, a atleta mais requisitada para selfs depois da partida. "Não é à toa que ela [Briahanna] joga com a camisa 23 do Michel Jordan. Ela dá show", elogiou o estudante Fábio Saboia (14), enquanto esperava na concorrida fila de selfs com a a atleta. Confira no link uma das jogadas de 3 pontos de Briahanna Jackson

Susto


Por duas vezes, a norte americana foi retirada de quadra, uma mancando e outra carregada pelo técnico francês Virgil Lopes. O que deixou a  torcida do time da casa apreensiva. A princípio, parecia lesão, mas, a ex-atleta e atual diretora técnica do Sampaio Basquete, Iziane Castro, informou tratar-se apenas de câimbras.



Foto: Paulo de Tarso / Sampaio Basquete



"Ela chegou de viagem ontem [segunda-feira(15)], está se adaptando ao nosso clima. É muito comum a atleta ficar desidratada, principalmente as estrangeiras que chegam pra jogar aqui. A perda de água e sais do organismo com o suor provocado pelo esforço físico e o calor intenso, leva às câimbras. Eu, quando jogava, sempre tomei muita água antes dos jogos pra evitar essa dor involuntária dos músculos", orientou Iziane.

O Jogo


A partida começou equilibrada, lá e cá. O primeiro quarto terminou empatado (16 a 16). No segundo quarto, as maranhenses abriram uma diferença de 16 pontos (31 a 15). A disputa no terceiro quarto foi equilibrada.
As pernambucanas perderam por 2 pontos (23 a 21).

Mas, mesmo vencendo o último quarto por 4 pontos (17 a 21), a pontuação não foi suficiente para a Uninassau ultrapassar o Sampaio no placar, que venceu a partida por 87 a 73.


Foto: Paulo de Tarso / Sampaio Basquete

Principais destaques saíram do banco


Assim como a norte-americana Briahanna e a ala Joice Coelho (12 pontos), a  pivô Vitória Marcelino (foto), uma das poucas atletas que atuaram na temporada passada pela equipe tricolor, também começou a partida no banco. Mas quando entrou no jogo fez a diferença e foi a maior pontuadora do quinteto maranhense, com 20 ponto, 6 rebotes e aproveitamento de 77%.



Foto: Paulo de Tarso / Sampaio Basquete


Jogo coletivo


Para a experiente pivô Ega, ex-Corinthians, capitã da equipe boliviana, [como é conhecido o Sampaio no Maranhão], mesmo com pouco tempo de treino, o time conseguiu colocar em prática a proposta de jogo do técnico.


"A minha maior alegria nesse jogo foi que o Virgil [técnico] conseguiu passar a filosofia dele, que é jogo coletivo, defender junto e atacar junto, onde uma joga pela outra e tem a alegria de dar uma assistência e o melhor é que em tão pouco tempo conseguirmos fazer isso. Acredito que vamos melhorar mais daqui pra frente", comemorou Êga (foto), que converteu 11 pontos na partida.


Foto: Paulo de Tarso / Sampaio Basquete

Defesa forte


Tatiana Pacheco (foto), ala do Sampaio, atribuiu à forte defesa praticada no segundo quarto, como um dos fatores decisivos para a vitória diante da Uninassau. Tati comentou ainda que "a ansiedade da estreia atrapalhou um pouco, mas no decorrer da partida o técnico soube mexer na equipe e consertou as falhas".




Foto: Paulo de Tarso / Sampaio Basquete


Tati também concordou com a declaração da pivô Êga sobre a importância do jogo coletivo praticado pelo Sampaio na defesa e no ataque.


A atleta
falou ainda que "as conversas que tiveram entre elas, durante a semana, foram proveitosas, pois serviram para conhecerem seus pontos fortes e em comum, também ajudaram para o rápido entrosamento do time".


Foto: Paulo de Tarso / Sampaio Basquete


Sobre a próxima partida do Sampaio Basquete na LBF, contra o Funvic/Ituano (que disputa pela primeira vez a Liga), no próximo domingo (21), às 11h no Ginásio Castelinho, o técnico Virgil Lopes (foto) disse que vai analisar as qualidades da equipe do Ituano, para, então tentar neutralizá-las. Mas, ressaltou que a sua maior preocupação é com a própria equipe.


"Temos que focar na nossa equipe e manter esse brilho no olhar. É esse espirito coletivo que vamos levar para o segundo jogo e para o campeonato todo", concluiu Virgil.

Confira no  link, video com uma prévia do aquecimento com arremessos da nova equipe feminina do Sampaio Basquete que disputa a LBF 2018  e também as bandejas que elas fazem antes do jogo

Reportagem / imagens: Uerbet Santos, enviado especial à São Luis
Fotos: Paulo de Tarso /Assecom Sampaio Basquete

1/15/18

Rivalidade, zoeira e superação marcam a primeira rodada da Copa APCEF de Basquete Master


"A amizade entre os atletas veteranos é a maior vencedora do evento", avaliam os organizadores.




Rivalidade, zueira e superação. Essa foi a marca da primeira rodada da IV Copa APCEF de Basquete Master realizada neste fim de semana (13 e 14)  no Ginásio Charles Robert, na sede esportiva da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal.




O evento, realizado de 13 de janeiro a  4 de fevereiro, é uma iniciativa da diretoria executiva da entidade liderada pela vice-presidente da APCEF Gisele Menezes — que neste sábado (13) deu as boas vindas aos atletas, familiares, sócios e convidados da Caixa na cerimônia de abertura da Copa  —   e organizado por Keyla Costa, Karina Lindoso, Martinho Filho, Marco Pimentel, Ricardo Milan e Adelman Carneiro.

Cinco jogos marcaram o inicio da competição. Um deles na categoria feminino 38+ e
as quatro outra partidas, no masculino. As jogadoras das equipes da APCEF jogaram entre si, as sócias venceram por 44 a 30.


Equipes femininas da APCEF se confraternizam após a partida

Na categoria 45+, a AABB venceu a APCEF Sócios por cinco pontos de diferença, em um a partida que foi decidida no minuto final (43 a 47). No outro jogo, A Escola técnica Federal do Maranhão (ETFM), surpreendeu a equipe da Turma e ganhou com certa facilidade pelo placar de 67 a 53.



Da esq. p/ dir.: Washington, Neudson, Edivan, Alexandre, Paulo Salsicha, Marcelo Darth,
Paulinho.. Agachados: Pingo e Marcelo Magno


Categoria 50+


No domingo (14), os veteranos do 50+ entraram em quadra. Os jogos dessa categoria foram um capitulo à parte nessa primeira rodada. A dona da casa, APCEF aplicou, o que se chama no futebol de goleada, na AABB (88 a 49). Foram 39 pontos  de diferença, a maior pontuação da competição até o momento.


O pivô Gilson da APCEF 50+ no momento em que "chuta" um bola.

A equipe da AABB, que sempre se destacou na competição, estava irreconhecível em quadra. O pivô Jorge Manpetit, através das redes sociais, mandou um recado pros adversários "Não subestimem a AABB. O campeonato ainda não acabou", dando a entender que a equipe ainda pode surpreender na competição.


Equipe 50+ APCEF. Da esq. p/ a dir.: Martinho, Vicente, Pimentel, Setúbal, Gilberto,
Bethoven, João Carlos, Gilson e Adelman

Assim como Jorge, o experiente jogador e treinador de basquete, professor Hermílio Nina, também  falou sobre a AABB, seu próximo adversário na competição. "No basquete são cinco contra cinco, a  AABB é um osso duro de roer".

Ja  o armador da AABB, Paulo Aroso, fez um comentário mais auto crítico da sua equipe "Tivemos pouco tempo para treinar, estavamos parados, isso pesou no desempenho da equipe, enquanto a  APCEF ja vem jogando junto a mais tempo", avaliou.



50+ AABB. Da esq. p/ a dir.: Ricardo, Ricardo Azevedo, Paulo Aroso, Jorge, Salomão,
Mauro, Ronald, Álvaro, Robson e Flavinho ( técnico).Agachado: Zé Maria.

Do lado da APCEF coube apenas curtir a vitória sobre o adversário e zoar pelas redes sociais, com  a derrota do "rival", com frases do tipo "alguém anotou a placa do caminhão que atropelou a AABB".



50+ Batista. Da esq. p/ a dir.: Em pé: Luciano, Baiano, Lidenor, Ricardo, Jorge, Fábio,
Fernando. Agachados: Marcelo, Arnaldo, Cláudio, Xetrepa e Euvaldo.

Mas, a grande surpresa da rodada  foi a vitória da AVAB-MA  frente ao Batista  por 86 a 58. Mesmo com  alguns jogadores com maior idade em quadra (quatro deles com 65 anos , um com 63 e outro com 59  anos), prevaleceu a experiência, o poder de superação dos atletas e a união da AVAB-MA. 


O pivô Espirro da AVAB (azul) foi o cestinha da partida contra o Batista com 22 pontos 

Para o ala/armador da AVAB, Uerbet (China), a vitória teve um gosto especial. "Lembro que quando eu jogava os Jogos Escolares Maranhenses [JEM's] pelo Colégio Dom Bosco na categoria infantil, com 12 anos, eles [Luciano, Baiano, Renato e companhia] eram imbatíveis. Foram inclusive campeões maranhense infantil. Por isso que ganhar do Batista é bom demais", relembrou o veterano, em tom irônico.


Equipe 50+ AVAB. Da esq. p/ a dir.: Sampaio, Reinaldo, China, Eduardo, Espirro,
Raul, Albino e Hermílio. Agachados: Julio e Francklin


Favoritismo

O experiente pivô da APCEF, professor Gilson Lisboa, disse que "no basquete master nunca há favoritos". Ele lembrou alguns fatos que sustentam sua afirmação. "Em 2016 ninguém imaginava que a Escola Técnica seria a campeã e o Franco Maranhense, que iniciou muito bem, terminou muito mal. Ano passado, a cena se repetiu, quando, surpreendente, a poderosa equipe do Meng não resistiu a insistente equipe do Maristas", pontuou Gilson.

Na visão de Gilson, assim como o futebol, o basquete também é uma "caixinha de surpresas". "Times que começam um campeonato com todo o vigor sucumbem ao final do certame e outros que se arrastam ao longo de toda uma competição, sagram-se vencedoras", definiu o pivô.


Confraternização


Rivalidades à parte, depois dos jogos, como é de praxe aos domingos na APCEF, a rodada acabou com uma roda de samba do grupo Pegada, à beira da piscina do Clube, momento no qual os atletas master puderam celebrar aquela que na avaliação de um dos membros da comissão organizadora do evento, o Coronel Pimentel Brasil, é "a maior favorita à conquista da Copa APCEF: a amizade".


Vice-presidente da APCEF, Gisele Menezes, recepciona membros da comissão
organizadora e atletas na Piscina do Clube

Solidariedade contra o feminicídio


Dados do Departamento de Feminicídio do Maranhão revelam que em 2017 foram registradas 47 mortes de mulheres no Maranhão, o que coloca o  estado  com um dos indices mais altos do pais.


Diante desses números, a comissão organizadora da IV Copa APCEF de Basquete Master  também levantou a bandeira dessas mulheres que sofrem violência — cuja a maior causa é o inconformismo do homem com o fim do relacionamento —  e criou uma campanha de arrecadação de 1 kg de alimento não perecível para cada atleta master participante da Copa.

"A arrecadação está sendo realizada durante a competição. Até o momento foram arrecadados cerca de 100 quilos mas a  nossa meta são 200 quilos.  O montante arrecadado será distribuído entre instituições que ajudam mulheres vitimas de violência",
informou Keyla Costa, uma das organizadoras do evento e responsável pela recepção das doações. 


Participação especial da ABAVI  40+ de Imperatriz


Além dos jogos oficiais o evento contou com a participação especial da equipe masculina da ABAVI de Imperatriz que realizaram dois jogos amistosos na capital maranhense. Na primeira partida foram derrotados pela forte equipe da APCEF por 71 a 31. No segundo jogo, os veteranos do "Portal da Amazônia" ( como ficou conhecida aquela cidade do sudoeste maranhense), enfrentaram a Escola Técnica. Bastava uma bola de três para os visitantes levarem o jogo para a prorrogação, mais isso não aconteceu. Perderam pelo placar de 66 a 63.
  


Em pé, da esquerda para a direita: David, Rufino, Henrique, Mário e George.
Agachados: Magno, Alisson e Tietri.

Serviço

A organização do evento informou ainda que a segunda rodada da Copa APCEF começa no meio de semana, nesta quinta feira(18), com dois jogos na categoria 45+ masculino. O inicio está marcado para as 19h. Confira a tabela completa das próximas rodadas.




Uerbet Santos (Da redação)
Fotos: Eduardo Brasil